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sábado, 25 de abril de 2009

Cópias


Terça-feira, 20 de Março

Contornou o passeio e apanhou com a forte rajada, vinda do oceano, em cheio. Observou as nuvens a correr no céu e percebeu que, apesar de o dia seguinte ser o primeiro dia da Primavera, não seria nenhuma surpresa se nevasse mais tarde. [...] Há quatro anos e meio, tinha morto a primeira pessoa.
Assim começa A Rua Onde Vivem de Mary Higgins Clark, num tom arrepiante em que o assassino é a primeira personagem que encontramos, apreciando um cenário idílico, reflectindo sobre duas mortes que já cometeu, projectando uma próxima. A inspirá-lo, tem um diário antiquíssimo, onde um outro assassino registou detalhadamente os seus crimes.
Emily, a vítima eleita para suceder a Martha e a Carla, deixa Albany e instala-se na mansão outrora pertença da sua família enlutada pelo desaparecimento de uma jovem encantadora, há cento e dez anos atrás e cujo esqueleto é, agora, descoberto nas traseiras da sua casa... em conjunto com os restos mortais de uma outra jovem de Spring Lake, procurada há quatro anos e meio. Na mão da vítima mais recente fora depositado um dedo das ossadas da sua infeliz antecessora e companheira de sepultura, ostentando um anel - ornado com uma safira, igual ao que as jovens da família de Emily recebiam aos dezasseis anos.

Absorvente e irresistível, bem ao estilo de Mary Higgins Clark.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Flashbacks Inquietantes

Mary Higgins Clark é conhecida, no universo da literatura de suspense, pelas suas obras envolventes e tramas engenhosas, muitas vezes dotadas de final totalmente inesperado. O seu trabalho tem sido merecedor de várias distinções às quais se juntou, em 1998, o galardão de Outstanding Mother of the Year, premiando-a numa dimensão mais pessoal.

Em 2000, o Ministro Francês da Cultura nomeou-a Chevalier dans l'Ordre des Arts et des Lettres.
O seu gosto pela narrativa onde nenhum mistério parece solúvel oferece-nos, agora, Recordação Perigosa, um thriller psicológico onde as memórias se tornam perigosas. No centro da acção, encontramos Kay Lansing, filha do paisagista de uma família poderosa, dona de uma mansão do século XVII, trazida, pedra a pedra, do País de Gales em 1848 e dentro da qual se esconde uma capela. É aí para esse lugar oculto que, com apenas seis anos, Kate se esgueira e ouve uma discussão de chantagem e ameaças. Mesmo sem identificar o homem e a mulher, cujas vozes ouviu, a pequena guarda essa recordação inquietante.
Nessa mesma noite, uma jovem desaparece. Peter Carrington, filho dos donos da mansão, torna-se suspeito.
Anos mais tarde, é novamente alvo de suspeitas pela morte da sua mulher grávida. Ignorando as advertências da avó e toda esta atmosfera acusatória, Kate apaixona-se e casa com Pete Carrington.

A partir daqui, o melhor é desvendar os segredos ocultos pelas pedras e pelos culpados.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Policial com Azul


As duas gémeas compareceram à sua festinha de aniversário com dois vestidos azuis. Sempre muito próximas, a sua cumplicidade fá-las comunicar por telepatia, o que virá a ser fulcral no desfecho da narrativa que protagonizam.

Mary Higgins Clark escreveu Duas Meninas Vestidas de Azul - um relato perturbador.