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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Lançamento


Conforme pode ler-se no
blogue do JL:

Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI (ed. Porto Editora) é lançado hoje, terça-feira, 15, pelas 19, na Fundação Medeiros e Almeida, em Lisboa.

Vasco Graça Moura irá apresentar a obra, que reúne oitocentos anos de poesia, 267 autores e mais de dois mil textos. Estarão presentes os seus coordenadores, Jorge Reis-Sá e Rui Lage e, no final da sessão, os actores Luís Lucas, Pedro Lamares e Carmen Dolores declamarão alguns dos poemas da antologia.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pelo trilho do eléctrico à noite...


Um vulto prossegue de costas para a noite, alheio a nós, alheio ao eléctrico vazio
iluminado.
Envolve a dedicatória a Miguel Donas, um viajante que tocou o coração do homem
da escrita.
A vida escapou-se-lhe, logo a seguir à saúde deixando para trás tudo o mais,
atilhos de saudade.

O Viajante Sem Sono
José Tolentino Mendonça
Assírio & Alvim

sábado, 1 de agosto de 2009

Como amanhã é Domingo...


a mesa é feia e baixa, a cozinha escura e alta.

a mesa é feia e baixa, a cozinha escura e alta.

e elas? são duas, mulheres, estranhamente longilíneas.

O tampo limpo. Os copos secos. A lâmpada mal enroscada.

A roupa a bater nos vidros.

Batem à porta. Deixa entrar. É só vento. Deixa passar.

amanhã é domingo.





Ana Paula Inácio (2000)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Poemas ecfrásticos


O Bosque Cintilante
tem, na capa a reprodução de uma fotografia assinada por Lilya Corneli. A lembrar e. e. cummings, tanto o título, como o nome do autor - amadeu baptista - surgem escritos em letra minúscula.

Lá dentro, esperam-nos 99 poemas ecfrásticos, inspirados noutras tantas peças musicais, como: Canção da Primavera de Mendelssohn, Traumerei de Robert Schumann, Can Can de Jacques Offenbach, Morgenstimmung de Edvard Grieg ou Ode an die Freude, da Sinfonia No. 9 de Beethoven.

Prémio Nacional de Poesia Sebstião da Gama, 2007.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Homenagem com versos

Ana Paula Inácio escreveu “As Vinhas de Meu Pai”, onde, segundo se lê no site editorial:

nos dá um brevíssimo retrato rural, com a ancestralidade própria dos mais pequenos gestos campestres, a quase sacralidade litúrgica da morte dos animais e das vinhas, e uma galeria de personagens vistas sempre com grande empatia e compaixão. [...] O Pai, esse, quase só aparece no último poema! (http://www.quasi.com.pt)

Contudo, apesar de a figura paterna apenas surgir esporadicamente ou no final do livro, ela perpassa os poemas ao ilustrar o universo original do seu progenitor, enraizado em terras de granito e pinheirame da Beira, onde o ritmo das estações convida as gentes e faz andar a vida.

As Vinhas de Meu Pai de Ana Paula Inácio

domingo, 16 de março de 2008

Homenagem a Eugénio de Andrade



A Fólio Edições propõe-nos uma obra que conjuga prosa, poesia e pintura, numa constelação de trabalhos que homenageiam o poeta Eugénio de Andrade.

Para além dos textos, aprecie os trabalhos de Júlio Resende, Jaime Isidoro, José Rodrigues e Francisco Laranjo.


Imagens e palavras por Eugénio de Andrade.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Poemas de Amor

Flor Bela de Alma da Conceição nasceu em Vila Viçosa a 8 de Dezembro de 1894.
Na Escola Primária adoptou o nome Flor d’Alma da Conceição Espanca. Completou o 11º ano do Curso Complementar de Letras e ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

A sua obra compreende sonetos e outras composições vibrantes, imbuídas de paixão, dor, melancolia, alegria, consoante o seu próprio estado de alma, tantas vezes atormentado pelo luto e pela solidão.

Florbela Espanca deixou-nos um legado literário considerável, de escrita apaixonada que vale a pena conhecer, reler e partilhar.

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida

Meus olhos andam cegos de te ver!

Não és sequer razão do meu viver,

Pois que tu és já toda a minha vida!


E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


Meu amor, meu Amado, vê... repara:
Pousa os teus lindos olhos de oiro em mim,
- Dos meus beijos de amor Deus fez-me avara
Para nunca os contares ate ao fim.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Degustando a poesia

Anoitece mais cedo, agora que o relógio recuou uma horinha. O dia estende-se por um serão mais prolongado antes de adormecer.

Ficamos com o entardecer decorado para a leitura agradável de poemas que degustamos como a fruta fresca que encerra o jantar.

Uma sugestão: Dióspiro de
Daniel Maia-Pinto Rodrigues, a servir aos seus sentidos à hora possível.

DIÓSPIRO Depois do almoço quando arrastamos a cadeira um pouco para trás uma sonolência morna entrelaçada de luz entra pelas janelas ludibria as cortinas e difusa poisa no vinho. É nessa altura que dizemos: vou comer este dióspiro antes que apodreça.
(http://www.quasi.com.pt)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Idades, Cidades, Divindades e Poesia

António Emílio Leite Couto (Mia Couto) nasceu na cidade da Beira, Moçambique, no dia 5 de Julho de 1955. Faz parte da nova geração de escritores africanos de língua portuguesa e a sua obra já se encontra largamente traduzida.

Foi vencedor da edição de 1998 do Prémio Vergílio Ferreira, atribuído pela Universidade de Évora. Recebeu também o Prémio Mário António 2001, instituído pela Fundação Calouste Gulbenkian. Mais recentemente, foi-lhe concedido o Premio Unión Latina de Literaturas Romances 2007.

Da Editorial Caminho, chega-nos, agora, uma proposta de Mia Couto que nos convida para uma incursão no universo da poesia.